Português Español English

QUACC

A rotina de trabalho, estudos e outras atividades geralmente consomem muitas horas do dia e acaba não sobrando muito tempo para que os profissionais possam cuidar da saúde.

Muitas vezes, ao ouvir definições sobre os jovens da geração Y, me vem a lembrança de muitos profissionais de TI que eu conheço. São várias as definições que ouvimos, mas as características destes profissionais que me parecem ter mais consenso entre os especialistas são:

Uma preocupação dos profissionais, hoje, é saber como atravessar um período em que a motivação está baixa. Para avaliar a origem do seu desânimo, use o seguinte modelo, dividido em três conjuntos: contexto, conteúdo e infraestrutura. O contexto representa o tipo de empresa em que você trabalha. Qual é a sua relação com o negócio? Você sente orgulho da empresa? Existe alguma afinidade entre você e o produto ou serviço que ela fornece?

O segundo conjunto é o conteúdo, ou seja, o retorno que esse trabalho lhe proporciona. O que você faz tem uma importância relativa na empresa? Você faz diferença? Seu desempenho faz diferença? As pessoas com quem você trabalha desafiam a sua inteligência e o seu comportamento? 

O terceiro conjunto é a infraestrutura. Aqui estamos falando das ferramentas de trabalho, da tecnologia de informação, dos sistemas e processos que envolvem a sua atividade. Você está à vontade no exercício de suas tarefas? Você domina as tecnologias que são necessárias ao desempenho da sua função? Tem tido um treinamento adequado? 

Responder a todas essas perguntas já lhe dará uma boa noção das razões de seu desânimo com o trabalho. Mas todas juntas representam 65% das causas conhecidas de desmotivação. Os 35% restantes estão relacionados com seu chefe. As pessoas entram em um trabalho pela empresa e saem por causa do chefe. Lidar com esse fator é complexo e ao mesmo tempo delicado. A solução requer habilidade e serenidade. Algumas dicas que podem ajudar: ao lidar com um chefe que não inspira, não estimula e só cobra, tenha sempre o cuidado de separar fatos de opiniões. Trabalhe sempre primeiro com fatos, evite dar opiniões antecipadas e sempre escute mais do que você fala. 

Nunca falte ao respeito. Chefe é chefe. Engula a seco, mas não responda sem pensar duas, três vezes. Na discordância, procure sempre obter e trabalhar opiniões coletivas (seus pares e subordinados), e não somente as individuais. Esse exercício vai fazê-lo refletir melhor antes de contrapor-se a uma ideia do chefe. De qualquer forma, saiba que é um desafio, mas que a consistência de suas colocações e sua integridade vão ajudá-lo a superar. Coragem.

Por Luiz Carlos Cabrera, professor da Eaesp-FGV.

Os CEOs (Chief Executive Officer) das empresas brasileiras causam grande impacto no ambiente de trabalho. Uma pesquisa realizada pela empresa especializada em gerenciamento estratégico de pessoas, Arquitetura Humana, com 207 presidentes de 13 estados do Brasil, revela que esta é a principal característica destes profissionais, indicada por 95% dos entrevistados.

Depois de muitas e muitas revoluções no mundo do trabalho, chegamos à era em que valorizar os colaboradores tornou-se uma excelente maneira de fazer negócios. Uma equipe alinhada aos objetivos, com foco nas metas e estimulada a alcançar os resultados pode produzir mais e melhor.

O desafio de criar ambientes profissionais para bons negócios passa pela dificuldade em selecionar e recrutar os profissionais certos para os lugares certos. A apresentação do currículo informa apenas as habilidades técnicas, mas não são suficientes para a escolha correta. O dia a dia do trabalho envolve comprometimento e responsabilidades que são medidos pelos comportamentos humanos.

Um exímio profissional técnico pode vir se tornar um bom líder? Um bom executor também consegue se comunicar bem? As tarefas apresentam algum processo ou são feitas sem planejamento?

O Método source dateing sites Quantum é a ferramenta de assessment que assegura cientificamente, por meio do laboratório de pesquisas do Método Quantum, os resultados oferecidos sobre avaliação comportamental utilizada na formação de times vencedores.

O Quantum Corporate é a unidade de negócios do Grupo Quantum que irá ajudar sua empresa a descobrir como o Método Quantum pode contribuir na formação de um capital humano compromissado com o seu negócio, oferecendo serviços e soluções que auxiliam na diminuição do turning-over e no aumento da produtividade de seus colaboradores.

As empresas que encaram a gestão de pessoas como um investimento de médio e longo prazo estão compromissadas com relacionamento mais harmonioso com seus colaboradores que, como feedback, tenderão a ter prazer em trabalhar, oferecendo novas ideias para o seu negócio. Em resumo: um ciclo vicioso que beneficia a todos.

Tanto se falou nos últimos dias sobre bullying escolar, mas, se pararmos para observar, acontece um movimento muito semelhante no meio corporativo de forma muito mais frequente do que podemos imaginar. Bullying é discriminação feita por uma ou mais pessoas contra um indivíduo específico. No caso do bullying profissional, as consequências afetam a vida pessoal adulta e também o desempenho da organização.  De acordo com o presidente da De Bernt Entschev Human Capital, Bernardo Entschev (foto), “este é, sobretudo, um problema incomum, que não pode ser resolvido da noite para o dia e pode ser caracterizado como tal quando se carrega por um período longo de sua vida profissional, podendo passar até mesmo de um emprego para outro”.

Por volta dos 16 anos muitos jovens têm uma importante decisão a tomar: escolher o curso que dará base ao exercício de uma profissão. Entre tantas opções que desfilam diante de cada um, a magia das palavras, o milagre da biologia e a solidez dos números tornam a tarefa ainda mais complexa.

Imagine que um destes jovens escolha a Engenharia. Serão pelo menos 5 anos de cálculos que pretendem dar forma aos projetos definidos em papeis. Ao se formar e conseguir a privilegiada oportunidade de entrar no mercado de trabalho tem a possibilidade de vivenciar as dores e as delícias naturais de qualquer profissão. É também um período de descobertas de mundos novos.

E surgem a Logística, o RH, o meio ambiente, entre outros. É natural que diante de um novo conhecimento e com uma visão mais amadurecida, alguns fatores chamem a atenção e este jovem perceba que algo além dos números ou quaisquer temas abordados na faculdade se revelem atraentes.

É o início da percepção do que transita em nossas cabeças e toca nossos corações: aquilo que de fato nos inspira e nos motiva. Buscar uma nova carreira neste momento é um caminho sensato e inevitável a quem pretende realizações plenas. A mudança de área é comum às centenas de profissionais que estão no mercado e reforça minha crença de que a formação acadêmica, tão fundamental a qualquer profissional, se revela como elemento norteador, mas não limitador de uma carreira.

Eu sou um destes exemplos. Tenho formação em engenharia e exerço atividade na área de gestão de pessoas. Por ser uma engenheira, em alguns momentos sinto falta do embasamento teórico da psicologia e por isso me cerco de bons profissionais da área. Por outro lado a engenharia me possibilita numa visão prática na tentativa de materializar o abstrato que envolve o universo de quem trabalha com pessoas.

Estas características combinadas e alimentadas pelos conceitos adquiridos em um MBA de gestão de pessoas me tornam o que sou hoje: engenheira de gente. O aprendizado que se encontra nesta experiência não é uma novidade: os caminhos são mutáveis. O que você fez até hoje te trouxe até aqui, mas haverá sempre um universo de possibilidades para seguir. E como nos ensina Peter Drucker é importante nos permitir viver em vários mundos. Acredito que migrar de um para o outro irá depender das nossas aspirações, dedicação e do verdadeiro e genuíno interesse, no meu caso, pessoas.

Cristiane Nogueira, RH do Grupo Via Sul/Eurovia e Diretoria de Gestão ABRH-PE

A cultura é o reflexo de comportamentos e atitudes de um determinado grupo. Cada indivíduo pode estar inserido em diversas culturas, podendo essas ser compartilhadas, absorvidas e transmitidas de acordo com o convívio e o meio social em que se estabelece.

Segundo Schein (2007)

A cultura é propriedade de um grupo. Onde quer que um grupo tenha bastante experiência em comum, começa a se formar uma cultura. É possível encontrar culturas em níveis de pequenos times, famílias e grupos de trabalho (SCHEIN, 2007, p. 29).

No ambiente de trabalho é onde passamos a maior parte de nosso dia e, portanto, se houver uma identificação entre o estilo pessoal e as regras, comportamentos e valores existentes na organização, é possível apreender, compartilhar e transmitir práticas com esse grupo e, assim, assumimos muito do que é partilhado por todos, nos inserindo numa cultura organizacional.

Segundo Hanashiro et al. (2008) a cultura organizacional pode ser estudada e considerada como uma metáfora da organização, ou seja, a cultura organizacional como o que a empresa é, ou pode ser analisada como variável, tomando como ponto de vista que a cultura organizacional é algo que a empresa tem. Ambas as óticas destacam com clareza a importância da cultura organizacional para uma empresa.

Dessa forma, quando a cultura organizacional é analisada, podemos desvendar muito do que é a empresa e, ainda mais, se essa cultura for gerida de forma eficaz, a empresa pode tomá-la como fonte de vantagem competitiva, como atrativo para fornecedores, clientes e novos talentos.

O Método Quantum pode, como ferramenta científica de análise comportamental, oferecer subsídios para a análise de uma cultura organizacional. Ao aplicar o Método Quantum numa determinada equipe, podemos nos deparar com tendências comportamentais semelhantes entre si, que se destacam no ambiente de trabalho em que estas pessoas estão inseridas, isto pode ocorrer pelo momento que o grupo está passando, para se adaptar ao meio, pela liderança, ou ainda pelo fator convivência.

Portanto, a ferramenta pode auxiliar em relação ao levantamento de necessidades de treinamento, ao reforço de comportamentos eficazes, à análise da liderança e ao conhecimento do grupo. Assim, pode contribuir para o reconhecimento da cultura organizacional e, consequentemente, para a gestão da mesma.

É importante salientar que ao analisarmos a tendência comportamental de um grupo precisamos saber que cada pessoa é única, assim como também cada equipe é ímpar, com diferentes formas de se manifestar, de se adaptar, de agir e sentir o que acontece ao seu redor.

Por Natalia Guimaraes Leardini

Referências:

HANASHIRO, D. M.; TEIXEIRA, M. L. M.; ZACARELLI, L. M. Gestão do fator humano: uma visão baseada em stakeholders. São Paulo: Saraiva, 2008. Ed. 2.

SCHEIN, E. H. Guia de Sobrevivência da Cultura Corporativa. Rio de Janeiro: José Olympio, 2007. Ed. 2.