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Parentes e sócios: os desafios de gerir negócios familiares

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A relação entre familiares nem sempre é harmônica. Os conflitos fazem parte da realidade de qualquer família. Mas, quando os membros de um mesmo lar dividem também a administração de um negócio, os problemas de casa podem atrapalhar o trabalho.

Separar a relação profissional da familiar, quando se trabalha lado a lado, pode até ser difícil, mas não é impossível.

De acordo com a diretora executiva do The Family Business Network (FBN), Ieda Carvalho, os membros das empresas precisam adotar uma gestão consciente.

“Uma das grandes questões que colocamos é aprender a separar o que é chamado de ‘ciclos da governança’. A partir do momento que se consegue separar os três ciclos, se tem sucesso. Assuntos de família são resolvidos entre a família, assuntos dos sócios entre os sócios e de empresa pelo comando da empresa. As pessoas que combinam como isso vai acontecer. É preciso ter uma gestão consciente”, disse.

Acordos financeiros e conflitos

Ieda frisa também a importância de haver, além de processos administrativos corretos, a consciência de como usar os recursos das empresas.

“Os bens da empresa não podem ser usados como bens de família. Às vezes, a família tem algum conflito e a empresa é penalizada. Por isso os acordos. Quando esses acordos dão certo e essa visão é implantada, a empresa familiar deslancha de vez”, comenta.

A diretora Ieda é filha de um dos fundadores do Grupo Simões, onde trabalha em Manaus. Ela faz parte da 2º geração de familiares da empresa.

Texto de Leandro Tapajós publicado no site do jornal A Crítica.

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